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Funcionários da Uber criaram um chatbot do próprio CEO para treinar pitches

Engenheiros da Uber construíram um chatbot que simula conversas com o CEO Dara Khosrowshahi. Funcionários usam a ferramenta para ensaiar apresentações e se prep

Por AI Digest
Funcionários da Uber criaram um chatbot do próprio CEO para treinar pitches

Funcionários da Uber criaram um chatbot do próprio CEO para treinar apresentações

Imagina a cena: você tem uma reunião importante com o CEO da empresa. O slide deck está pronto, os números estão lá, mas bate aquela insegurança. “Será que ele vai gostar? Que perguntas ele vai fazer?” Agora imagina poder ensaiar essa apresentação com uma versão IA do próprio chefe antes do momento real. É exatamente isso que engenheiros da Uber estão fazendo.

Em entrevista ao podcast “The Diary of a CEO”, de Steven Bartlett, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, revelou que descobriu recentemente que algumas equipes internas construíram um chatbot baseado nele mesmo. A ferramenta é usada para treinar apresentações antes de levá-las ao executivo de verdade. E o mais interessante: ele parece ter achado a ideia muito boa.

O que está acontecendo

A história veio à tona quando um membro da equipe de Khosrowshahi contou sobre o “Dara AI”. Segundo o CEO, os funcionários usam a ferramenta para simular as perguntas e reações que ele teria durante uma apresentação real.

“Você pode imaginar, quando algo chega até mim, já houve preparação, reuniões, o slide deck foi cuidadosamente lapidado. Então eles usam o Dara AI para afinar a preparação”, explicou Khosrowshahi no podcast.

A Uber, na visão do próprio CEO, não é apenas uma empresa de transporte e entrega de comida. Para ele, a companhia é essencialmente “uma grande base de código” onde os engenheiros são “literalmente os construtores da empresa”. E esses construtores estão abraçando IA de forma massiva: cerca de 90% dos engenheiros de software da Uber já usam inteligência artificial no trabalho diário. Desses, aproximadamente 30% são considerados “power users” — pessoas que estão repensando completamente a arquitetura da empresa usando essas ferramentas.

“Eles estão fabricando os tijolos que vão no sistema, e são arquitetos pensando em como o sistema deveria ser”, disse Khosrowshahi. “Isso realmente está mudando a produtividade deles de uma forma que eu nunca tinha visto antes.”

Por que isso importa pra você

Esse caso da Uber ilustra algo que vai além do hype usual sobre IA aumentando produtividade em tarefas técnicas. Aqui estamos falando de treinar soft skills — aquelas habilidades difíceis de quantificar, como comunicação, persuasão e confiança.

Pensa nas possibilidades: se você pudesse criar uma versão IA do seu gestor, do investidor que vai avaliar seu pitch, ou do cliente mais exigente, quanto mais preparado você chegaria nessas conversas? A ideia de “ensaiar” com um simulador de pessoas reais abre um campo interessante de aplicação.

Para quem trabalha com tecnologia no Brasil, o recado é claro: as empresas grandes lá fora não estão usando IA só para automatizar tarefas repetitivas. Estão usando para desenvolver pessoas, treinar habilidades interpessoais e reduzir a ansiedade de momentos de alta pressão.

Claro que isso levanta questões. O chatbot realmente captura o estilo de pensamento do CEO? As perguntas que ele faz são as mesmas que o Khosrowshahi real faria? Não sabemos os detalhes técnicos da implementação. Mas o conceito em si — usar IA como sparring partner para situações difíceis — é algo que qualquer profissional pode começar a experimentar hoje, mesmo sem acesso a ferramentas internas de uma big tech.

Na prática

Se você está pensando “legal, mas como eu uso isso?”, aqui vão algumas ideias concretas:

Você pode, por exemplo, alimentar um modelo de linguagem com informações públicas sobre a pessoa com quem vai se reunir — entrevistas, posts, estilo de comunicação — e pedir para ele simular essa pessoa durante um ensaio. Não vai ser perfeito, mas pode ajudar a antecipar objeções e estruturar melhor seus argumentos.

O caso da Uber também mostra uma tendência: as ferramentas de IA estão migrando de “ajudante de código” para “ajudante de gente”. Preparação para entrevistas de emprego, treino de negociação salarial, ensaio de conversas difíceis com a equipe — tudo isso pode se beneficiar de um interlocutor artificial que não julga e está disponível a qualquer hora.

O fato de 90% dos engenheiros da Uber já usarem IA no dia a dia também serve de termômetro. Se uma das maiores empresas de tecnologia do mundo está nesse patamar de adoção, a pressão para profissionais de tech no Brasil acompanharem essa curva só vai aumentar.

A grande sacada aqui não é a tecnologia em si, mas a criatividade na aplicação. Alguém na Uber olhou para um chatbot e pensou: “e se eu usasse isso pra ficar menos nervoso antes de falar com o chefe?” Esse tipo de pensamento lateral é o que separa quem só usa IA de quem realmente extrai valor dela.


Fonte original: TechCrunch AI


Este artigo foi gerado automaticamente pelo AI Digest a partir de multiplas fontes e curado por nossa equipe.

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techcrunch.com

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